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sábado, 04 de julho de 2026
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Alergias afetam 30% da população e exigem atenção, alerta Semana Mundial

Alergias afetam 30% da população e exigem atenção, alerta Semana Mundial
Alergias afetam 30% da população e exigem atenção, alerta Semana Mundial

A Semana Mundial da Alergia, que ocorre de 21 a 27 de outubro, acende o alerta para a alta prevalência das doenças alérgicas, que afetam cerca de 30% da população mundial e brasileira. Organizada pela Organização Mundial de Alergia (WAO) e, no Brasil, pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), a campanha deste ano tem como tema “Cuidado com a Alergia é Cuidado Essencial”, visando conscientizar sobre a prevenção, o diagnóstico e o tratamento dessas condições que impactam a qualidade de vida.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) projeta que, até 2050, metade da população global poderá desenvolver alergias, um aumento atribuído, em parte, às mudanças climáticas. No Brasil, a situação é igualmente preocupante. “São vários tipos de doença ocasionadas por uma alteração do nosso sistema imunológico, que responde de uma maneira mais exacerbada a estímulos, causando as inflamações”, explica Fátima Rodrigues Fernandes, presidente da Asbai, à Agência Brasil. Ela descreve os brasileiros alérgicos como “uma multidão, um país dentro de outro”.

Entre as alergias mais comuns, a rinite alérgica atinge cerca de 30% dos brasileiros, incluindo 26% das crianças e 30% dos adolescentes, conforme dados do Estudo Internacional de Asma e Alergias na Infância (ISSAC). Seus sintomas incluem coceira constante no nariz ou nos olhos, espirros seguidos, coriza e obstrução nasal, mesmo sem resfriado. Fátima Rodrigues Fernandes alerta que muitos se acostumam com os sintomas: “A pessoa dorme com a boca aberta, tem perturbação no sono, mas não liga. Ela acostumou e pensa que aquilo é o normal dela. Mas não é”. A asma alérgica, por sua vez, afeta cerca de 20% da população brasileira, com sintomas como falta de ar, chiado no peito, tosse e dor no peito, e é responsável por mais de 450 mil mortes anuais globalmente.

A dermatite atópica, uma doença crônica e não contagiosa da pele, também tem impacto significativo, afetando cerca de 20% das crianças – sendo 5% com a forma mais grave – e 3% dos adultos. Em 60% dos casos, a condição se manifesta no primeiro ano de vida. A coceira intensa e as lesões cutâneas podem levar a quadros de ansiedade e depressão, segundo a Asbai. Além dessas, a médica cita alergias alimentares, que podem ser graves, e urticárias, que prejudicam a qualidade de vida.

Apesar de muitas alergias terem um componente genético e não possuírem cura, elas podem ser controladas eficazmente. “Se controlada, o indivíduo pode ficar totalmente sem sintomas”, afirma Fátima. Para isso, é crucial definir o tipo de alergia e o alérgeno desencadeante para instituir o tratamento adequado. O diagnóstico pode ser feito por testes alérgicos na pele ou por exames de sangue. A campanha, que coincide com o início do inverno no Hemisfério Sul, período de aumento de problemas respiratórios, incentiva a busca por um médico especialista, como um alergista ou imunologista. “O importante é diagnosticar, cuidar e permitir que o indivíduo tenha uma vida normal e não, simplesmente, isolada”, ressalta a presidente da Asbai.

A Asbai enfatiza a importância do cuidado familiar, já que a alergia é hereditária. “A gente costuma dizer que, quando se fala de alergia, o tratamento não é só do paciente; é de toda a família”, pontua Fátima. Em ambientes domésticos, por exemplo, a presença de poeira e ácaros pode afetar a todos. A médica aconselha que, em caso de problemas respiratórios, especialmente no inverno, a ajuda médica especializada seja procurada, pois a asma, por exemplo, pode ser grave e colocar a vida do paciente em risco.

Para auxiliar a população, a campanha da Asbai disponibiliza entrevistas com especialistas em seu site e redes sociais. Além disso, eventos serão realizados em diversas regionais da entidade pelo país, oferecendo informações sobre exames de diagnóstico e esclarecendo dúvidas. A Asbai também oferece orientações gerais para garantir uma vida com mais qualidade, reforçando a necessidade de reconhecer os sintomas e buscar tratamento adequado.

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