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sábado, 10 de outubro de 2026
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Câmara de Cachoeira do Arari aprova leis para preservar cultura local

Câmara de Cachoeira do Arari aprova leis para preservar cultura local
Câmara de Cachoeira do Arari aprova leis para preservar cultura local
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No dia 24 de abril de 2026, a Câmara Municipal de Vereadores de Cachoeira do Arari aprovou e o Prefeito Jaime da Silva Barbosa sancionou duas Leis de extrema importância para a valorização e preservação de elementos materiais e imateriais da história e cultura Marajoara, em especial, para a sociedade Cachoeirense.

A Lei Municipal N⁰ 206/2026, de 24 de abril de 2026, que reconhece o bordado marajoara e os grafismos das diferentes fases indígenas que habitaram o arquipélago do Marajó (Fase Ananatuba, Fase Mangueira, Fase Acauã, Fase Marajoara e Fase Aruã) como patrimônios culturais de natureza imaterial do município de Cachoeira do Arari.

E, a Lei Municipal N⁰ 207/2026, de 24 de abril de 2026, que reconhece o Museu do Marajó e a obra do Padre Giovanni Gallo como patrimônio cultural de natureza material e imaterial do município de Cachoeira do Arari.

A aprovação de leis municipais de autoria do Secretário Municipal de Administração Adriano Figueiredo Leite e do Historiador Diego Bragança de Moura, reconhecem e protegem o patrimônio cultural de Cachoeira do Arari representando um passo estratégico para a valorização da identidade local, o fortalecimento da memória coletiva e a promoção e desenvolvimento sustentável no Arquipélago do Marajó.

No que se refere ao reconhecimento do bordado marajoara e dos grafismos oriundos das diversas fases indígenas que habitaram o território marajoara como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial, trata-se de uma medida essencial para salvaguardar saberes ancestrais que atravessam gerações. Esses elementos não são apenas expressões estéticas, mas constituem linguagens simbólicas que traduzem cosmologias, modos de vida e relações com a natureza. Ao institucionalizar essa proteção, o poder público reafirma o compromisso com a preservação das tradições locais, incentiva a continuidade das práticas culturais e valoriza os artesãos e artesãs que mantêm viva essa herança. Além disso, tal reconhecimento contribui para o fortalecimento da economia criativa, fomentando o turismo cultural e gerando oportunidades de renda de forma sustentável.

Por outro lado, a aprovação da lei que reconhece o Museu do Marajó e a obra do Padre Giovanni Gallo como patrimônios culturais de natureza material e imaterial também se mostra de extrema relevância. O Museu do Marajó, localizado em Cachoeira do Arari, é uma das mais importantes instituições culturais da região, reunindo acervos que documentam a história, a cultura e os modos de vida do povo marajoara. Já a obra do Padre Giovanni Gallo ultrapassa a dimensão física do museu, alcançando o campo imaterial por meio de sua contribuição intelectual, artística e social, sendo fundamental na valorização e difusão da cultura marajoara.

O reconhecimento legal desses patrimônios fortalece a proteção institucional contra processos de descaracterização, abandono ou perda, além de possibilitar o acesso a políticas públicas específicas de preservação, financiamento e promoção cultural. Ademais, consolida Cachoeira do Arari como um polo de referência cultural no Marajó, ampliando sua visibilidade em âmbito regional, nacional e até internacional.

Dessa forma, a aprovação dessas duas leis municipais não apenas preserva o passado, mas projeta o futuro, assegurando que as próximas gerações tenham acesso a um legado cultural rico, diverso e profundamente enraizado na história e na identidade do povo marajoara. Trata-se, portanto, de um investimento na cultura como eixo estruturante do desenvolvimento social, educacional e econômico do município.

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