A Cacauaré, um negócio familiar do Pará, foi selecionada para a final do 6º Prêmio Impactos Positivos, destacando-se entre os seis finalistas na categoria Tração/Escala. A empresa é a única representante do estado na premiação que reconhece iniciativas de impacto positivo em todo o Brasil.
Fundada por Nilce Maia, conhecida como Preta Maia, em 2021, a Cacauaré transforma o cacau nativo da Amazônia em produtos que geram renda e contribuem para a conservação da floresta. Com o apoio do chocolatier Cesar De Mendes, a família desenvolveu uma produção que valoriza o cacau nativo do Baixo Tocantins.
Noanny, uma das filhas de Nilce, ressalta que a Cacauaré representa a possibilidade de prosperidade sem abandonar suas raízes. A empresa oferece produtos como cacau cerimonial, chocolate 100%, nibs e granolas, além de experiências culturais relacionadas ao cacau.
O diferencial da Cacauaré está na conexão entre os produtos e o território de origem, promovendo uma cadeia produtiva que valoriza a floresta em pé. “O consumidor não está comprando apenas chocolate: está participando de uma cadeia em que a floresta em pé precisa valer mais do que a floresta derrubada”, explica Noanny.
A trajetória da Cacauaré é marcada por parcerias com comunidades locais, instituições de apoio e programas de aceleração, que têm sido fundamentais para o desenvolvimento de produtos e acesso a novos mercados. O apoio do Sebrae também foi crucial, com capacitações e consultorias desde o início do negócio.
Atualmente, a Cacauaré está em fase de votação para o Prêmio Impactos Positivos, com a possibilidade de um voto por CPF até a próxima sexta-feira (18). Noanny destaca a importância do apoio da comunidade: “Cada voto na Cacauaré é um voto para mostrar que um negócio pode nascer dentro da Amazônia e transformar floresta em pé em prosperidade”.