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sábado, 31 de outubro de 2026
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32ª edição do Auto do Círio reúne 500 artistas na Cidade Velha, em Belém

32ª edição do Auto do Círio reúne 500 artistas na Cidade Velha, em Belém
32ª edição do Auto do Círio reúne 500 artistas na Cidade Velha, em Belém
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Na noite de sexta-feira, 9 de outubro, a Cidade Velha, em Belém, foi palco da 32ª edição do Auto do Círio, programa de extensão da Universidade Federal do Pará (UFPA), que reuniu cerca de 500 artistas em uma celebração cultural diversificada.

Nos figurinos, nas vozes, nos movimentos e nas homenagens, a força de quem faz a cultura paraense ocupou as ruas da Cidade Velha, em Belém, na noite de sexta-feira, 9 de outubro. A 32ª edição do Auto do Círio, programa de extensão da Universidade Federal do Pará (UFPA), reuniu cerca de 500 artistas devotos de Belém e de outros municípios, em uma celebração marcada pela diversidade de expressões artísticas. Desenvolvido pela Escola de Teatro e Dança da UFPA (Etdufpa), o cortejo homenageou a professora emérita Zélia Amador de Deus e teve a atriz paraense Dira Paes como embaixadora desta edição. A Praça do Carmo foi o ponto de encontro dos participantes e do público. Antes da saída, apresentações de Pássaro Junino e da Comunidade Cigana integraram a programação, ao lado do tradicional banho de cheiro. Em seguida, o cortejo levou diferentes manifestações culturais às ruas do centro histórico.

“O Auto é feito de pessoas. Cada grupo traz sua história, sua maneira de criar e sua relação com a fé e com a cidade. Temos artistas que estão conosco há muitos anos e pessoas que chegam pela primeira vez. É esse encontro que mantém o Auto vivo. Ninguém faz sozinho e cada participação deixa uma marca nessa construção”, resumiu a coordenadora do programa, professora Inês Ribeiro.

O tema “Maria, Salvai e Guardai Nosso Patrimônio Sagrado e Nossa Fé” acompanhou a celebração, relacionando a devoção à valorização das expressões culturais amazônicas e das pessoas que as mantêm vivas. Uma das idealizadoras do Auto do Círio, a professora Zélia Amador de Deus, foi lembrada por sua contribuição à construção desse encontro entre artistas, Universidade e comunidade. Pesquisadora, atriz e referência na luta antirracista, ela participou da criação do programa em 1993 e ajudou a consolidar uma iniciativa que atravessou gerações.

Para o reitor Gilmar Pereira da Silva, a homenagem à Zélia representa o reconhecimento das pessoas que construíram a relação da UFPA com a cultura popular. “Zélia ajudou a construir uma universidade capaz de aprender com sua gente e de reconhecer a arte como parte da vida e da transformação da sociedade. Celebrar sua memória no Auto é celebrar a sua história que continua nos artistas, nos estudantes e em cada pessoa que ocupa essas ruas. A Universidade tem a responsabilidade de cuidar desse legado e criar condições para que novas gerações deem continuidade a ele”, afirmou.

A vice-reitora Loiane Prado destacou o trabalho coletivo que sustenta a realização do programa. “Há muitas pessoas por trás de uma noite como esta. Reconhecer esse trabalho é uma forma nossa de valorizar os artistas e a comunidade que fazem o Auto acontecer. A memória da professora Zélia nos lembra também da importância de abrir caminhos para que mais pessoas possam criar, participar e ser reconhecidas”, complementou.

Embaixadora e homenageada do Auto do Círio 2026, Dira Paes ressaltou a emoção de compartilhar a celebração com os artistas paraenses. “Ver tantos artistas da nossa terra reunidos, cada um trazendo sua expressão, me emociona. Recebo essa homenagem com gratidão e com o desejo de que o trabalho dessas pessoas seja cada vez mais reconhecido. A cultura paraense tem muitos rostos, muitas vozes, e o Auto nos permite celebrar tudo isso juntos”, afirmou.

Sobre o Auto do Círio — Criado em 1993, o Auto do Círio é um programa de extensão da UFPA que reúne teatro, dança, música e cultura popular em um cortejo pelas ruas da Cidade Velha, na sexta-feira que antecede o Círio de Nazaré. Desenvolvido pela Escola de Teatro e Dança, aproxima artistas, estudantes, docentes e comunidade em uma celebração gratuita e aberta ao público. Ao longo de sua trajetória, tornou-se um espaço de encontro entre diferentes gerações, crenças e expressões da cultura paraense.

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