O artesanato da Amazônia transforma insumos naturais, como serragem e cascas, em produtos de alto valor agregado, atraindo consumidores exigentes. A 14ª Feira de Artesanato do Círio (FAC), realizada em Belém, destaca essas criações como oportunidades de negócios.
Um exemplo é o ateliê de Elize Lima, que apresenta joias como um anel de prata com casca de tucumã, um fruto geralmente subutilizado. Elize explica: ‘Aqui tratamos as matérias para dar a elas vida nova’. Suas peças, que utilizam técnicas de incrustação de madeira e prata de reuso, podem ultrapassar quatro dígitos em valor.
Marcos e Aparecida, da Tok Divino Criações, também aproveitam insumos descartados, como sementes de açaí, para criar colares sofisticados. Eles destacam que, no segundo dia da feira, já haviam recuperado o investimento e vendido todas as 300 peças que trouxeram.
A artesã Marinete Réges da Silva, com seu trabalho sustentável, já vendeu 90% das 200 peças que trouxe, utilizando materiais como serragem e cascas de árvores. ‘As peças têm alta aceitação’, afirma Marinete, ressaltando o apelo estético e sustentável de suas criações.
