O artesanato indígena, que representa a rica cultura de diversas etnias, tem se consolidado como uma importante oportunidade de negócio, promovendo a ancestralidade e a conexão com a natureza. Em São Félix do Xingu, Magna Silva Peterle Yudja Juruna, empreendedora da marca Xinguense, busca organizar e comercializar artesanatos de diferentes grupos, garantindo que a produção chegue a novos públicos e traga renda aos artesãos.
Com apoio do Sebrae no Pará, a loja Xinguense almeja expandir suas vendas para o mercado internacional, especialmente na França, Alemanha e Estados Unidos. Magna destaca que o aprendizado do artesanato começa na infância, e a loja serve como um espaço acolhedor para os artesãos, com foco na etnia Kayapó, além de trabalhos de Guajajara e Yudja Juruna.
A Xinguense participa da 14ª Feira de Artesanato do Círio, em Belém, no espaço Mundo Amazônia, que reúne mais de 50 empreendedores indígenas. Alexandre Alves, do Sebrae/PA, ressalta a importância de valorizar a ancestralidade e a representatividade dos povos originários, destacando que a feira é um marco para o reconhecimento desses grupos.
Entre os expositores, a cooperativa Mátkre, que representa cinco aldeias da Terra Indígena Mekranotire, apresenta joias e outros produtos com grafismos tradicionais. Djokro Kayapó destaca que os grafismos carregam significados culturais e que a cooperativa agora oferece um glossário para educar os compradores sobre suas origens.
Takaknap Kayapó e Nhakororoti Kayapó também estão presentes na feira, oferecendo pintura corporal e acessórios. Eles notam a curiosidade dos visitantes em conhecer e experimentar os grafismos, que simbolizam força e proteção, refletindo o interesse crescente pela cultura indígena.