Certificações e selos de qualidade estão se tornando essenciais para produtos brasileiros, garantindo rastreabilidade e pureza, além de atender à demanda de consumidores internacionais exigentes. Essas credenciais não apenas fortalecem a imagem das marcas, mas também ampliam as oportunidades de exportação.
Durante a 14ª Feira de Artesanato do Círio, empreendedores como Erika D’Antona Tikuna e Paulo Cruz, da Paladar Amazônico, conquistaram o selo “Feito de Amazônia”, criado pela Embratur. Com o apoio do Sebrae no Pará, eles agora exportam produtos como molhos e geleias, com rótulos bilíngues e informações nutricionais que atendem tanto o padrão brasileiro quanto o da FDA dos Estados Unidos.
“Estamos em negociação para exportar para China, Estados Unidos, Portugal e Inglaterra. Conseguir esse selo agregou muito valor à nossa marca”, afirma Erika, destacando a importância do Sebrae na trajetória do negócio.
O Sítio Boa Esperança, com a marca de mel Raynah, também se destacou ao obter o selo Vitrine do Agricultor Familiar, do MDA. Andréa Alves, uma das proprietárias, relata que o apoio do Sebrae foi fundamental para a recuperação da empresa após um incêndio e para a busca de certificações necessárias para exportação.
Renata Batista, do Sebrae/PA, enfatiza que as certificações não apenas ajudam a escalar negócios, mas também garantem aos clientes que os produtos atendem a rigorosos padrões de qualidade. O Sebrae oferece consultoria e suporte financeiro para que empreendedores possam obter essas certificações.
Além das certificações, o Pará também busca estabelecer novas indicações de origem, como o queijo do Marajó e o chocolate de Tomé-Açu, para fortalecer ainda mais a qualidade dos produtos locais.