Em setembro, o Pará foi responsável por 53% do desmatamento na Amazônia, com 198 km² de floresta derrubada, de um total de 374 km². O estado superou o Amazonas, que registrou 60 km², correspondendo a 16% do total.
Os estados do Acre e Mato Grosso ocupam a terceira e quarta posições, com 48 km² e 31 km² desmatados, representando 13% e 8%, respectivamente. Os dados são do boletim mensal do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon, que monitora a floresta desde 2008.
O município de Portel, no Pará, destacou-se com 22 km² de desmatamento, mais do que cinco estados: Roraima (15 km²), Rondônia (9 km²), Maranhão (9 km²), Amapá (2 km²) e Tocantins (2 km²). Se Portel fosse um estado, teria a quinta maior área desmatada na Amazônia Legal em setembro.
Além de Portel, outros sete municípios paraenses figuram entre os dez que mais desmataram: Pacajá (12 km²), São Félix do Xingu (12 km²), Altamira (10 km²), Uruará (10 km²), Anapu (9 km²), Senador José Porfírio (8 km²) e Almeirim (8 km²). Juntos, esses municípios somam 91 km² de devastação, quase 25% do total na Amazônia.
A Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu também foi destaque negativo, com 15 km² de desmatamento, a maior entre as unidades de conservação. Isso é três vezes mais do que a destruição na Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre.
Embora setembro tenha registrado a segunda menor taxa de desmatamento dos últimos oito anos, houve um aumento de 34% em relação ao ano anterior. No período de janeiro a setembro, a devastação também cresceu 6% em comparação com 2025.
A degradação florestal, por sua vez, aumentou de 1.022 km² em setembro de 2025 para 1.239 km² em setembro de 2026, um crescimento de 21%. Contudo, a degradação nos primeiros nove meses de 2026 foi a menor dos últimos três anos, com uma redução de 46% em relação ao mesmo período de 2025.
