O aumento das queimadas em Santarém durante o período de estiagem gera preocupações com a saúde pública. A fumaça liberada pelos incêndios contém partículas e gases que podem afetar a qualidade do ar e causar problemas respiratórios, especialmente em grupos vulneráveis.
A exposição à fumaça pode resultar em sintomas como tosse, irritação na garganta, ardência nos olhos e dificuldade para respirar. Pessoas com doenças respiratórias, como asma e bronquite, podem ter seus sintomas agravados.
Em resposta à situação, a Prefeitura de Santarém decretou emergência ambiental e proibiu o uso do fogo por 180 dias, conforme o Decreto nº 792/2026. A administração municipal está trabalhando com órgãos estaduais e federais para intensificar a fiscalização e divulgar informações sobre a qualidade do ar.
O médico Dr. Karlisson Cunha recomenda que a população evite a exposição à fumaça, reduza atividades físicas ao ar livre e mantenha-se hidratada. Ele sugere o uso de máscaras N95 para proteção, especialmente para idosos e pessoas com problemas pulmonares.
Além disso, é importante que grupos vulneráveis, como crianças e gestantes, redobrem os cuidados, pois a fumaça pode agravar rapidamente a saúde. Sinais como falta de ar intensa e dor no peito exigem atendimento médico imediato.
A Prefeitura de Santarém, em parceria com a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), está monitorando a qualidade do ar e divulgando boletins diários. A população deve acompanhar as orientações oficiais e adotar medidas preventivas durante o período de queimadas.
