As letras ribeirinhas, uma tradição artística do Pará, estão em destaque na 14ª Feira de Artesanato do Círio (FAC) através do trabalho do abridor de letras Alessandro Abreu. Com 26 anos de experiência, Alessandro, que reside em Soure, na Ilha do Marajó, participou da programação da “Casa como ela é”, um espaço dedicado à decoração com identidade paraense.
Alessandro expressou sua satisfação com a participação na feira, ressaltando que sua arte ganhou visibilidade. “Tá sendo só gratidão, alegria; a feira tá sendo sucesso. As peças que eu trouxe quase todas foram vendidas”, afirmou. Ele também destacou a demanda por letras personalizadas feitas na hora, que atraíram muitos visitantes.
Um dos visitantes, Antônio Maia, natural de Rondônia, levou para casa a letra inicial de seu nome, feita com a tipografia regional. “Eu gosto de valorizar a cultura da nossa região. Aí vi, parei aqui e me chamou a atenção”, contou.
No espaço “Criativo Convidado”, Alessandro apresentou peças com letras abertas em madeiras utilizadas nas embarcações, além de palavras como “Fé” e “Belém”. A professora Alessandra Baganha, de Belém, encomendou itens para decorar sua casa, buscando levar um pedaço do Marajó para seu lar.
Alessandro faz parte do Instituto Letras que Flutuam, que conta com 27 associados de diversas regiões do Pará, promovendo a valorização da arte local. Ele destacou a importância da feira para a visibilidade de sua equipe e para futuros projetos com o Sebrae.