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domingo, 01 de novembro de 2026
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Projeto EduCarimbó busca revalidação do carimbó como patrimônio cultural

Projeto EduCarimbó busca revalidação do carimbó como patrimônio cultural
Projeto EduCarimbó busca revalidação do carimbó como patrimônio cultural
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O Projeto “EduCarimbó: O Patrimônio entre Rodas e Escolas”, iniciativa do Campus Universitário de Soure-Marajó, mobiliza agentes culturais para a avaliação dos efeitos do reconhecimento do carimbó como patrimônio cultural do Brasil.

A manifestação, que obteve o título em 2014, é um dos grandes símbolos da cultura paraense e necessita atualizar informações, aperfeiçoar a atuação e fortalecer o compromisso entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), as comunidades detentoras do patrimônio cultural e diferentes setores da sociedade.

De acordo com o Decreto nº 3.551/2000, bens registrados como patrimônio cultural do Brasil devem ser revalidados a cada 10 anos. No caso do carimbó, o processo considera as transformações ocorridas desde o registro e busca fazer um balanço das ações de salvaguarda realizadas, com recomendações para futuras iniciativas de apoio, promoção e fomento.

É neste contexto que o Projeto “EduCarimbó: O Patrimônio entre Rodas e Escolas”, coordenado pelo Laboratório de Etnobiologia e Educação Intercultural (LEEI) da UFPA, mobiliza agentes culturais e a comunidade local para debates e bate-papos que colocam o carimbó como tema central, além de processos formativos com professores/as da rede estadual e municipal de ensino.

“A Universidade, por meio do LEEI e do Projeto EduCarimbó, foi parceira na etapa do Marajó (Soure e Salvaterra). Estamos em diálogo com o Iphan buscando averiguar outras possibilidades de parceria em relação à salvaguarda do carimbó”, conta o coordenador do projeto, professor Nivaldo Aureliano Neto.

Registro e sistematização – O Projeto “EduCarimbó: O Patrimônio entre Rodas e Escolas”, contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB-Pará), no Edital 002/2025 – Fomento à criação de Projetos Culturais (categoria Patrimônio Imaterial), também incorpora pesquisas em acervos digitais, como dados da Biblioteca Nacional e da Hemeroteca Digital Brasileira, além de entrevistas com os/as detentores/as das referências culturais, buscando contemplar diferentes perfis de pessoas envolvidas nas atividades, tais como jovens, mestres/as, coordenadores/as de grupos de tradição, produtores/as culturais, músicos/musicistas e dançarinas para a sistematização de um dossiê digital, que será disponibilizado no final de outubro, nas redes sociais do projeto.

“Pretendemos que este material seja um registro de um momento singular do carimbó em Soure, reconhecendo que outras entrevistas poderiam ser realizadas, uma vez que a presença dessa referência cultural no município atravessa gerações e pessoas que não necessariamente permaneceram atuando nesse fazer cultural, mas também guardam memórias”, relata Nivaldo Aureliano Neto.

A ação contará, ainda, com a produção de um mapa artístico da cidade, reunindo pontos identificados como referências culturais para o carimbó. A atividade será encerrada com um evento que reunirá professores vinculados à Secretaria de Educação (Semed) de Soure e representantes dos grupos de carimbó, para celebrar a efetivação da disciplina “Saberes Étnico-Raciais Marajoara” e os esforços para a inserção do carimbó no currículo escolar da educação básica do município.

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