As pesquisadoras do Programa de Monitoramento da Amazônia do Imazon, Alexandra Alves, Julia Ferreira e Stefany Pinheiro, atuaram como mentoras no AmazôniaHack 4.0, realizado virtualmente nos dias 12 e 13 de setembro. O evento é um hackathon internacional que busca desenvolver soluções para desafios relacionados à conservação do bioma amazônico.
Durante o evento, as mentoras acompanharam as equipes participantes, oferecendo orientações no desenvolvimento de propostas. Essa experiência também possibilitou a troca de conhecimentos entre profissionais de diversas áreas, promovendo a integração entre tecnologia, ciência e defesa ambiental.
“Monitorar as discussões foi uma oportunidade de acompanhar de perto como o conhecimento científico dialoga com a tecnologia para buscar respostas aos desafios da região”, afirmou Alexandra. Ela destacou a importância dessa aproximação para transformar dados em soluções e fortalecer conexões com iniciativas que enfrentam as pressões ambientais.
Um dos destaques da participação do Imazon foi a apresentação de dados sobre a distribuição e características das estradas na Amazônia. Stefany Pinheiro ressaltou que essas informações ajudam a entender melhor a dinâmica de ocupação da floresta e podem apoiar o desenvolvimento de soluções para monitoramento e fiscalização ambiental.
A edição deste ano do hackathon visa desenvolver um aplicativo de código aberto para fortalecer a fiscalização ambiental na Amazônia Legal, em parceria com a Moiru AI e o Fundo Vale. O projeto-piloto será implementado em quatro municípios do Pará: Altamira, Paragominas, Ulianópolis e Tailândia.
Os participantes foram desafiados a criar soluções em quatro áreas: inteligência artificial, análise geoespacial, uso de dados públicos e sistemas offline-first. A ideia é estimular o desenvolvimento colaborativo de tecnologias que melhorem a fiscalização ambiental na região.
“As funcionalidades foram definidas a partir de oficinas participativas com agentes de fiscalização ambiental, buscando incorporar suas necessidades durante o trabalho de campo”, explicou Julia. Os participantes trabalharão de forma colaborativa para desenvolver protótipos que poderão ser aprimorados com o apoio das organizações parceiras.