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quarta-feira, 26 de agosto de 2026
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Postado emMarabá, Vida e Saúde

Marabá elabora plano municipal de enfrentamento ao HIV/AIDS

Marabá elabora plano municipal de enfrentamento ao HIV/AIDS
Marabá elabora plano municipal de enfrentamento ao HIV/AIDS
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A Secretaria Municipal de Saúde de Marabá (SMS) reuniu-se com diversos órgãos municipais e do Poder Público para discutir a elaboração de um Plano Municipal de Enfrentamento ao HIV/Aids. O encontro ocorreu na sede do Ministério Público, na tarde desta sexta-feira, 21.

O plano surge após dados do Boletim Epidemiológico HIV/Aids 2025, do Ministério da Saúde, que apontam Marabá em segundo lugar no ranking nacional do índice composto relacionado ao vírus e à doença, com índice de 7,241, atrás apenas de Porto Alegre (RS), com 7,598, entre cidades com mais de 100 mil habitantes. O índice considera diagnósticos tardios, mortalidade, detecção em menores de 13 anos e transmissão vertical.

Em 2025, foram registrados 168 casos de HIV, o maior da série histórica. Até julho de 2026, já são 87 casos. Por ser polo regional, o Serviço de Atendimento Especializado e Centro de Testagem e Aconselhamento (SAE/CTA) atende usuários de mais de 20 municípios, com mais de 2 mil pessoas em terapia antirretroviral.

“Inicialmente discutimos internamente estratégias em busca de solução rápida e sólida para o problema, então vimos a necessidade de fazermos o Plano Municipal de Enfrentamento ao HIV. Hoje, trouxemos essa proposta a ser construída coletivamente, com outras secretarias e órgãos de interesse para que pudéssemos nos enxergar no processo e nos fortalecer na construção de uma resposta rápida”, destacou a secretária de Saúde, Lícia Souza.

O plano prevê ações em várias frentes: prevenção combinada, testagem e diagnóstico precoce, vinculação e permanência no cuidado, supressão viral, monitoramento laboratorial, fim da transmissão vertical, proteção infantil e campanhas de informação com metas e avaliação.

A coordenadora do SAE/CTA, Kelsilene Teixeira, ressaltou a importância da descentralização dos serviços. “A intenção maior é justamente chamar atenção da população para a necessidade da testagem rápida, desse envolvimento, dessa participação, desse cuidado da saúde. A ideia, inclusive do Ministério da Saúde, é descentralizar as ações de saúde. Essa testagem chega mais próximo do público, então dá mais acesso, claro, e traz uma eficácia muito maior no sentido do tratamento. Quanto antes esse usuário chegar para fazer o tratamento devido, melhor, não só para ele, como para toda a população”, afirmou.

As Unidades de Saúde da Família (USF) já oferecem testagem rápida. A diretora da Atenção Básica, Ângela Assunção, explicou: “Esse trabalho começou a ser intensificado com várias ações, começando pelo Extramuro, indo para todas as unidades básicas. O principal objetivo é prevenir para evitar o problema maior. Hoje, estamos com as nossas unidades básicas com a equipe preparada para fazer todos os testes rápidos. A população pode procurar, é portas abertas”.

Participam dos grupos de trabalho as secretarias de Educação, Comunicação, Cultura, Esporte e Lazer, Assistência Social, Turismo, Ministério Público, Polícia Militar e o 11º Centro Regional de Saúde. Uma campanha institucional será lançada nas próximas semanas com orientações sobre prevenção e combate ao HIV.

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