O projeto “O Despertar Cidadão: o Ministério Público nas escolas”, do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), reuniu cerca de 2 mil estudantes dos ensinos fundamental e médio em São Geraldo do Araguaia, no sudeste do Pará, na última quinta-feira (20). A ação, realizada no ginásio poliesportivo da cidade, teve como foco os direitos das mulheres e o enfrentamento à violência de gênero.
Com essa edição, a iniciativa alcançou a marca de 13 mil estudantes desde sua criação, consolidando uma ampla mobilização de educação cidadã na região. O projeto, idealizado por 18 promotores de Justiça do MPPA, promove experiências de aprendizagem e rodas de conversa em espaços educacionais, aproximando crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos de seus direitos.
Durante o encontro, o espaço educacional se transformou em ambiente de diálogo e conscientização. Em linguagem acessível, foram abordados temas como direitos, formas de violência, prevenção, respeito, igualdade e a importância de reconhecer situações de violação e conhecer os caminhos de proteção.
O projeto parte do princípio de que o local de moradia não pode limitar o acesso ao conhecimento sobre direitos. Por isso, atua além dos centros urbanos, alcançando escolas, comunidades rurais, populações tradicionais e aldeias indígenas, inclusive em áreas remotas.
Atualmente, a iniciativa está presente em 23 municípios do sudeste paraense. Além dos encontros presenciais, são realizadas rodas de conversa, distribuição de cartilhas educativas, podcasts, entrevistas, campanhas e conteúdos digitais. O objetivo é que o conhecimento ultrapasse cada atividade e seja multiplicado pelos estudantes em suas famílias e comunidades.
A metodologia também valoriza a escuta ativa: durante as ações, estudantes, famílias e moradores podem apresentar suas realidades, possibilitando a identificação de demandas e encaminhamentos concretos. Assim, o participante deixa de ser apenas receptor da informação e passa a ter voz no processo.
Para a organização do projeto, mais do que os números, o impacto está no estudante que reconhece um direito, no jovem que aprende a identificar uma situação de violência, na comunidade que encontra espaço para ser ouvida e no conhecimento que continua circulando após cada encontro.
