O Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE do Pará) recebeu, na manhã desta terça-feira (25), cerca de 30 estudantes do curso de Direito da Faculdade de Educação e Tecnologia do Pará (FAETE), de Abaetetuba. A visita integrou o projeto “Visita Guiada”, que leva acadêmicos para conhecer a estrutura e o funcionamento da Justiça Eleitoral.
Os alunos do quarto semestre acompanharam a sessão plenária no auditório Antônio Koury, onde foram recebidos pelo presidente do TRE, desembargador José Maria Teixeira do Rosário. “É com imensa satisfação que anunciamos a presença dos estudantes de Direito da FAETE. Esperamos que essa experiência contribua para a formação profissional e cidadã e para o fortalecimento da aproximação entre o Tribunal Regional Eleitoral do Pará e a comunidade acadêmica”, declarou.
A coordenadora da Escola Judiciária Eleitoral do Pará (EJE/PA), Nathalie Castro, destacou a expansão do projeto. “É uma alegria ver que o projeto tem expandido sua atuação para além da Região Metropolitana de Belém, alcançando instituições como a FAETE, de Abaetetuba. O objetivo do projeto é justamente esse: despertar o interesse dos acadêmicos em conhecer a Justiça Eleitoral. Muitas vezes, a sociedade acredita que atuamos apenas no período das eleições, mas o trabalho de planejamento e organização é contínuo”, ressaltou.
Após a sessão, os estudantes visitaram a biblioteca e assistiram à palestra “Justiça Eleitoral e Cidadania: uma visita à democracia”, ministrada por Nathalie Castro e pela chefe da Seção de Capacitação, Cidadania, Biblioteca e Pesquisa (SCBP), Valena Wanzeler. O coordenador do curso de Direito da FAETE, Edson Rezende Júnior, enfatizou a importância da atividade. “Como estamos em um ano de eleição, é de extrema importância trazer os estudantes para conhecer na prática o sistema. Ao vivenciar um pouco desse funcionamento, o aluno deixa de observar apenas superficialmente e compreende, de fato, os mecanismos de segurança e confiabilidade do processo eleitoral”, afirmou.
O estudante Reginaldo Farias também elogiou a experiência. “Em sala de aula, focamos na teoria, mas observar a prática é uma experiência distinta. Ver o Direito sendo exercido em tempo real não tem preço. A sessão de julgamento foi o ponto alto, mas conhecer um pouco da estrutura física do tribunal também foi fundamental. Sem dúvida, é uma oportunidade inestimável”, disse.
A visita terminou no Centro Cultural da Justiça Eleitoral (CCJE), com as exposições “Arqueologia dos Afetos”, de Karina Martins, e “O Alvorecer da Justiça Eleitoral no Pará”, que resgata a história do processo eleitoral paraense entre 1932 e 1937.