Artesãos que utilizam penas, ossos, dentes e resíduos de plantas na confecção de peças participaram de uma palestra promovida pelo Sebrae no Pará, onde foram informados sobre as regras ambientais que regem a utilização e comercialização desses materiais.
A palestra, realizada no dia 15 de setembro, contou com a presença de Matheus Santos, técnico ambiental do Ibama-MA, e reuniu mais de 30 artesãos que se preparam para a 14ª Feira de Artesanato do Círio (FAC). O evento teve como foco esclarecer dúvidas sobre a legalidade do uso de partes de animais silvestres e as restrições relacionadas a espécies ameaçadas de extinção.
Matheus Santos destacou a importância de respeitar a legislação ambiental, que visa coibir a retirada ilegal de animais e o comércio de produtos sem procedência. Ele mencionou que o uso de penas de aves silvestres em acessórios é comum, mas muitas vezes ocorre por desconhecimento das regras.
Os participantes da mini-oficina interagiram com o palestrante e realizaram exercícios para identificar quais materiais naturais podem ser utilizados legalmente. A artesã indígena Magna Silva Yudja Juruna, de São Félix do Xingu, elogiou a iniciativa, afirmando que aprendeu muito sobre o uso de penas e a legislação.
Lia Gemaque, proprietária do Arte Orgânica Ateliê, também destacou a relevância do evento para esclarecer dúvidas sobre a utilização de materiais naturais, ressaltando que os artesãos desejam respeitar o meio ambiente e garantir que suas peças sejam adquiridas de forma legal e segura.
A mini-oficina faz parte das estratégias do Sebrae/PA para capacitar empreendimentos que participarão de eventos durante o Círio de Nazaré, promovendo oportunidades de negócios e conscientização ambiental.