O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio da 12ª Promotoria de Justiça Agrária de Marabá, promoveu na segunda-feira (18) uma palestra sobre Justiça Epistêmica, voltada para acadêmicos do curso de Direito. A atividade fez parte do projeto Despertar Cidadão, que busca aproximar o MPPA da universidade e da comunidade.
A palestra foi conduzida pela promotora de Justiça Agrária Alexssandra Muniz Mardegan e abordou como preconceitos relacionados a gênero, origem social, raça e outras condições de vulnerabilidade podem desacreditar as experiências e conhecimentos de pessoas ou grupos.
O evento contou com a participação de estudantes e membros da comunidade, que compartilharam experiências e reflexões, evidenciando que diferentes vivências são fontes legítimas de conhecimento e devem ser consideradas no sistema de Justiça.
Realizada durante o Agosto Lilás, a palestra destacou a injustiça epistêmica como uma forma de violência que afeta especialmente as mulheres, mas que também impacta povos indígenas, comunidades tradicionais e trabalhadores rurais, cujas narrativas muitas vezes são desconsideradas.
Segundo a promotora Alexssandra Muniz, discutir o tema na formação acadêmica é fundamental para desenvolver uma atuação jurídica mais humana. “Levar esse debate para a faculdade significa colaborar para a formação de profissionais do Direito preparados para ouvir sem preconceitos”, afirmou.
A proposta ressalta a importância da universidade como espaço de participação e reflexão crítica, e o projeto Despertar Cidadão do MPPA busca fomentar o diálogo entre estudantes e a sociedade, contribuindo para a formação cidadã e o acesso à Justiça.