Informações encaminhadas pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará (OAB-PA) à Polícia Civil contribuíram para a deflagração da Operação Data Venia, que resultou em quase 40 prisões e 80 mandados de busca no estado do Ceará. A ação foi comandada por forças de segurança do Pará na quinta-feira (23) e contou com apoio do Ministério da Justiça e da Polícia Civil cearense.
O resultado da operação foi destacado durante agenda do presidente da OAB-PA, Sávio Barreto, com o delegado-geral da Polícia Civil do Pará, Raimundo Benassuly, e a diretora da Divisão de Crimes Cibernéticos, delegada Vanessa Lee, nesta segunda-feira (27). Ao todo, foram instaurados 21 inquéritos policiais relacionados à operação.
O delegado-geral da PCPA destacou que as investigações foram intensificadas após as primeiras tratativas com a OAB-PA sobre o crescimento desse tipo de crime. “A operação foi exitosa a partir de pedido da OAB-PA e das primeiras conversas que tivemos. Desde então, iniciamos a investigação e conseguimos um resultado muito positivo”, afirmou Raimundo Benassuly.
Segundo a delegada Vanessa Lee, os criminosos utilizavam fotografias de advogadas e advogados, logotipos de escritórios e dados reais de processos judiciais para tornar as abordagens mais convincentes. Após contato com as vítimas, os suspeitos criavam um falso senso de urgência e solicitavam pagamentos antecipados por PIX, apresentados como taxas necessárias para a liberação de valores judiciais.
Durante a operação, foram apreendidos diversos dispositivos eletrônicos, que serão analisados para identificar outros possíveis envolvidos. O presidente da OAB-PA, Sávio Barreto, reforçou a importância da participação da advocacia: “Precisamos continuar denunciando esses fatos, seja diretamente à delegacia, seja por meio do canal disponibilizado no site da OAB-PA. Foram essas informações encaminhadas pela advocacia que ajudaram a Polícia Civil a deflagrar essa operação.”
A OAB-PA orienta que advogadas e advogados comuniquem imediatamente qualquer uso indevido de seus nomes, imagens ou dados profissionais. Casos de clientes vítimas do golpe devem ser registrados na Polícia Civil e encaminhados à Ordem pelo e-mail [email protected] ou pelo site.