quarta-feira, 26 de agosto de 2026
Postado emEconomia, Pará

Artesãos do Pará aprendem a criar embalagens de miriti para agregar valor aos produtos

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Artesãos do Pará aprendem a criar embalagens de miriti para agregar valor aos produtos
Artesãos do Pará aprendem a criar embalagens de miriti para agregar valor aos produtos

O Sebrae no Pará promoveu, nesta segunda-feira (10), a oficina de Criação de Embalagens de Miriti, na sede da instituição, em Belém. O objetivo é ensinar artesãos a produzir embalagens sustentáveis que valorizem suas peças e estimulem a criatividade.

A ação integra o projeto Impulsionar Negócios do Artesanato, que oferece capacitações e experiências práticas para fortalecer os negócios dos participantes. A oficina foi conduzida pelo mestre artesão Pirias, de Abaetetuba, que compartilhou técnicas de criação e possibilidades de uso do miriti, além de informações sobre materiais e fornecedores.

Segundo a gestora do projeto, Cyani Marinho, a escolha do tema partiu dos próprios artesãos, que enfrentam desafios para criar uma apresentação que agregue valor às peças. “Muitos já possuem produtos desenvolvidos, mas ainda encontram desafios para criar uma apresentação que agregue valor à peça e proporcione uma experiência diferenciada ao consumidor”, explicou.

O ceramista Flávio de Souza, de Icoaraci, destacou a importância da capacitação. “Muito boa essa capacitação. Estou aqui para aprender a fazer embalagem diferenciada para as minhas peças. Como é um material conhecido e sustentável, deve agregar mais valor ao meu trabalho”, afirmou.

A bordadeira Acenet Andrade também elogiou a iniciativa. “Eu sou bordadeira e acredito que essa oficina é muito importante para adquirir novos conhecimentos para fazer uma embalagem sustentável, com matéria prima da nossa região”, disse, acrescentando que pretende usar o miriti também como moldura para seus bordados.

O projeto reúne atualmente 27 artesãos de diversos segmentos, como acessórios, joias, madeira, cerâmica, bolsas e produtos de fibras. Além das oficinas, a programação inclui consultorias e visitas técnicas, como a realizada a uma fábrica de juta de malva em Castanhal.

Paralelamente, os participantes estão desenvolvendo uma coleção inspirada nas Águas da Amazônia, com consultoria especializada. O próximo encontro coletivo será em 17 de agosto, para a etapa de desenho e esboços, e a exposição dos trabalhos está prevista para novembro de 2026.

O projeto, iniciado em maio, busca aprimorar não apenas a produção, mas também a apresentação, comunicação e comercialização dos produtos artesanais, unindo técnicas tradicionais, materiais regionais e empreendedorismo.

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