A Universidade Federal do Pará (UFPA) homenageou a professora emérita Zélia Amador de Deus com o plantio de um baobá no Campus Guamá, na terça-feira, 18 de agosto. A árvore simboliza o legado de Zélia, que se destaca na luta por uma universidade mais plural e inclusiva.
O baobá, escolhido para a homenagem, possui grande importância simbólica para diversos povos africanos, representando ancestralidade, resistência e transmissão de saberes. Emocionada, Zélia expressou sua gratidão: “Esse baobá representa muito para mim, porque fala de ancestralidade, de memória e daqueles que vieram antes de nós.”
Durante a cerimônia, o reitor da UFPA, Gilmar Pereira da Silva, ressaltou a importância de Zélia nas transformações da universidade e sua habilidade em unir pessoas em prol de um ambiente mais inclusivo. “Zélia ajudou a fazer uma verdadeira revolução dentro da Universidade”, afirmou.
Gilmar Pereira também destacou que o baobá servirá para que futuras gerações conheçam a história de Zélia e sua luta por igualdade racial. A professora é uma referência do movimento negro na Amazônia e tem contribuído significativamente para o enfrentamento do racismo e a inclusão de grupos historicamente marginalizados no ensino superior.
“Esta universidade tem uma dívida que não tem como pagar com você, querida Zélia. É uma honra para a Universidade Federal do Pará ter a história dela ligada à sua”, concluiu o reitor.