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quarta-feira, 26 de agosto de 2026
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MPPA acompanha encaminhamentos para construção da nova Orla do Espírito Santo em Marabá

MPPA acompanha encaminhamentos para construção da nova Orla do Espírito Santo em Marabá
MPPA acompanha encaminhamentos para construção da nova Orla do Espírito Santo em Marabá
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O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) participou de encontro com comerciantes, moradores e representantes do Município de Marabá para acompanhar os encaminhamentos e prestar esclarecimentos sobre a construção da nova Orla do Espírito Santo, localizada no núcleo São Félix.

O encontro foi acompanhado pela promotora de Justiça Josélia Leontina de Barros Lopes, titular da 8ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente e Urbanismo de Marabá, e contou com a participação de representantes da Superintendência de Desenvolvimento Urbano de Marabá (SDU), da Secretaria Municipal de Viação e Obras Públicas (Sevop), da Câmara Municipal, da equipe de engenharia responsável pela fiscalização da obra, além de comerciantes e moradores da comunidade.

Os recursos destinados à construção da orla foram disponibilizados pela empresa Vale como medida de compensação ambiental relacionada à implantação da nova ponte rodoferroviária sobre o Rio Tocantins, na zona urbana de Marabá.

A definição e o acompanhamento da medida compensatória ocorreram no âmbito de procedimento extrajudicial instaurado pelo MPPA, por meio da 8ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente e Urbanismo de Marabá. A atuação ministerial buscou assegurar que parte dos recursos decorrentes da compensação ambiental fosse destinada à execução de melhorias estruturais e urbanísticas em benefício da população do núcleo São Félix.

Durante o encontro, a Prefeitura informou que o projeto mantém sua estrutura original, com ajustes pontuais na localização das construções para ampliar a segurança, viabilizar a contenção com pedras e preservar árvores antigas e elementos históricos da área.

Outro ponto discutido foi a rampa utilizada pelos barqueiros. A estrutura será mantida na região central da orla, com o aproveitamento do acesso já existente, que deverá ser melhorado e reforçado durante a execução da obra.

Também foram debatidas a realocação temporária dos comerciantes e as alternativas para instalação das estruturas provisórias. Após manifestação dos trabalhadores, a Prefeitura informou que avalia a implantação desses espaços em área próxima ao rio, sem interferir na execução da obra.

Ainda durante a reunião, foram discutidos o prazo para retirada dos bens e a disponibilização de espaço coberto para armazenamento de equipamentos e materiais durante o período de construção.

Para autorizar o início dos serviços, foram apresentados termos de ciência e desocupação. As indenizações em dinheiro deverão ser pagas em até 40 dias, após os trâmites legais, enquanto os comerciantes que receberão quiosques deverão aguardar a conclusão da nova orla.

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