O Ministério da Saúde prorrogou até fevereiro de 2027 a permanência dos médicos especialistas do primeiro ciclo do projeto Mais Médicos Especialistas. A medida garante a atuação contínua de cerca de 2 mil profissionais nos municípios até a publicação de um novo edital, previsto para dezembro de 2026.
Atualmente, 1.480 médicos estão em atividade, e outros 451 chegam nesta semana pelo 3º ciclo do projeto. Do total, 52% atuam no interior do país, e cerca de 500 são anestesiologistas, essenciais para a realização de cirurgias. A prorrogação visa ampliar o acesso à atenção especializada e reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias.
O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, destacou que o programa é inovador e já está consolidado como política de formação e provimento de especialistas para o SUS. “A redução do tempo de espera está relacionada ao aumento do número de procedimentos realizados pelos especialistas”, explicou.
A permanência dos profissionais também assegura a continuidade do cuidado e preserva os investimentos em formação e deslocamento. O programa oferta 24 cursos de aprimoramento, com 55 instituições mentoras, e integra o Agora Tem Especialistas, instituído pela Lei nº 15.233/2025.
A prorrogação não é automática: os médicos admitidos pelo edital nº 03/2025, cujos contratos venceriam em setembro, devem cumprir requisitos de aprimoramento, serviço e situação administrativa, além de manifestar interesse e obter aprovação dos gestores locais.
Em algumas regiões, os especialistas representam até 75% da oferta de determinados serviços, como no Acre, em cirurgias oncológicas. Antes, pacientes chegavam a percorrer 316 km para realizar exames. O secretário adjunto Jérzey Timóteo reforçou: “Não adianta construir um hospital no interior do Brasil se eu não garanto o profissional especialista para atuar na unidade”.
